Pular para o conteúdo principal

Dia Internacional de Todas Nós

Para: Claudia, Luana, Ione, Marília, Giselle, Araceli, Ana Lídia, Isamara, Liana, Amanda, Louise, Janaína, Izabella, Eliza, Maria do Carmo, Míriam, Gisberta, Pricila, Rakelly, Silvia, Simone, Ana Thereza, Ana Clara, Fernanda, Barbara, Renata, Eloá, Nivia, Mércia, Maria, Dandara. (todas vítimas de violência doméstica e demais agressões). 
E também, a TODAS as vítimas de qualquer violência que padecem e morrem diariamente no Brasil e no mundo caladas, sem que ninguém saiba. 



O dia de hoje pode até ser, para alguns, uma data para dar presentes e, para algumas, recebê-los. Mas, não pode deixar de ser para todos um sinônimo de anos de luta e conquistas (algumas) para todas nós, mulheres (cis, trans, homo, bi). Portanto, é um dia que merece, sim, uma data especial para nos lembrarmos que nós (mulheres) não merecemos respeito só hoje, que ainda há muito o que ser conquistado e muito pelo que lutar.

É muito legal e positivo todas as homenagens que nós recebemos neste dia, muito gostoso ganhar presentes e até um dia de folga no trabalho, mas, a consciência de que devemos continuar a sermos respeitadas nos outros 364 dias do ano não pode ser ofuscada pela euforia comemorativa. Não devemos nos esquecer (nós: homens e mulheres) que essa data significa uma conquista e foi instituída por mulheres que morreram para que outras tivessem seus direitos garantidos.

Agora, minha conversa é com os homens: trate com respeito TODA e QUALQUER mulher; seja sincero, pare de nos tratar como objetos, não pratique atos agressivos contra nós (assédios moral e psicológico, espancamento, estupro, cárcere privado, feminicídio). E se for para nos presentear hoje e no resto do ano continuar com as mesmas piadinhas machistas, apoiar discursos que nos minimizam ou (políticos) propôr leis que querem diminuir nossos salários, falar coisas nojentas para nós nas ruas e continuarem a ser machistas e babacas, sugiro que revejam seus conceitos e repense estes pontos.

Para as mulheres de todos os jeitos, eu desejo que um dia a luta acabe por já termos alcançado uma sociedade mais justa e igualitária, que não fará mais sentido pedir igualdade para nós (isto será natural). Desejo ainda que nos sintamos oprimidas, assediadas e incomodadas com todos os abusos que sofremos em todas as esferas sociais e de todas as formas. E, enquanto a igualdade não chega, que tenhamos forças para continuarmos lutando e conquistando.

 Desejo a todas aquelas que sofrem algum tipo de violência, um abrigo seguro e paz na vida. Que encontrem o apoio de que precisam e tenham forças para denunciarem seus agressores o quanto antes. Que a vida seja melhor para todas, afinal!

Um feliz dia a TODAS nós, todos os dias!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um brinde à toda falta de homens!

  Esta não é uma crítica sobre a política do nosso País, ou sobre o sistema (falho) de educação, ou qualquer outra coisa. Também não é nenhum daqueles textos carregados de sentimentalismo e idealismo. Vim apenas expressar minha indignidade com o universo masculino. Poxa vida ala masculina, vocês estão deixando a desejar, hein?  Primeiro, desde sempre quem faz o famoso cortejo, ou dá a cantada, ou chega junto (sei lá, chamem como quiserem) é o HOMEM. Entenderam? O MACHO! Não a mulher! Acho um absurdo esses homens que sabem que a mulher está na deles e... e... não saem do lugar. Outro absurdo grotesco são as cantadas ridículas que somos obrigadas a ouvir quando eles resolvem se moverem.  Eu insisto em perguntar: Porque? Porque, Lord, que eles preferem as vadias? Simples, porque são mais fáceis e chegam aos 'finalmentes' (evitando linguagem chula) logo na primeira noite! Mas elas nunca serão uma boa companhia, nunca jogarão uma partida de Assassin's Creed com ele e...

Crônica de uma 'jornaleira': Afinal, quem sou eu na fila do pão?

Correria rotineira de uma sexta-feira a tarde numa rodoviária. Pessoas que chegam, outras que se vão. E eu estava indo de volta à minha tão amada e odiada Ibaté. Comprei a passagem, aguardei pelo ônibus, embarquei e viajei. Cheguei à rodoviária de São Carlos, encontrei com meu pai, fomos para minha cidade e, em poucos minutos, lá estava eu: de volta à pacata cidade onde nada acontece. Onde sinto que o tempo parou exatamente do jeito que deixei da última vez em que ali estive. Descrições à parte, estava eu no supermercado na fila do pão esperando a minha vez – pacientemente e vendo coisas da vida alheia nas redes sociais – quando ouço uma conversa mais ou menos assim:

Emanemo-nos amor!

 Dando uma pincelada rápida pelas milhares de matérias para a segunda fase, minha maior ênfase está sendo na área de humanas (que tem peso dois para mim). E o que mais tem me intrigado é a minha relação "amor e ódio" com a história.