Pular para o conteúdo principal

Daria um belo livro se continuasse.



"De todas as minhas loucuras, apaixonar-me por você foi a mais insana e covarde. E há tempos que aquela forma de amar estava me matando: um suicídio pleno, capaz de deixar as marcas mais profundas no coração. Capaz até de esfriar um coração outrora tão ardente e vivaz.

 De todas as minhas loucuras você foi a melhor e a pior. Um dualismo imensamente atraente e repugnante. Compreendê-lo era algo impossível, mas completamente instigador.
 Entre todos os atos mais incoerentes que uma pessoa apaixonada poderia ter, a decisão por permanecer nesse suicídio constante de sentimentos e assassinato de esperanças é que me fazia não dormir todas as noites.
 Mas ele continuava não sabendo qual era a data do meu aniversário, qual era minha cor preferida, quais eram meus maiores medos e sonhos. Ele continuava não notando que aquele meu sorriso grande era para ele, que aqueles olhos grandes de ressaca brilhavam por ele, loucos para arrastá-lo para perto de mim. E ele continuava não notando que ao menor indício de proximidade eu me rendia e ainda me suicidava a cada sorriso que ele dava.
 De todas as loucuras, eu escolhi a forma mais ingrata de amor e o suicídio que ele me proporcionava não era capaz de me fazer parar porque do outro lado lá estava você com seu sorriso."

Comentários

Unknown disse…
Me identifiquei muito! :') Lindooo amiga, meio que quase chorei kkkk...

Postagens mais visitadas deste blog

Etimologando: Recomeçar

É chegado o momento em que paro para refletir a palavra que marcou este ano. Talvez esteja um pouco cedo demais ainda, ou talvez não. Precipitei-me em escolher a palavra deste ano logo no início para que, desta forma, o ano seja "guiado" pelo significado dela.  Antes eu deixava as coisas acontecerem e só depois fazia esse balanço, para poder ver qual palavra havia marcado aquele período da minha vida. Por exemplo, mediante todas as mudanças ocorridas na minha vida no ano que se findou, escolhi "Maturidade" como a palavra de 2016.

Um brinde à toda falta de homens!

  Esta não é uma crítica sobre a política do nosso País, ou sobre o sistema (falho) de educação, ou qualquer outra coisa. Também não é nenhum daqueles textos carregados de sentimentalismo e idealismo. Vim apenas expressar minha indignidade com o universo masculino. Poxa vida ala masculina, vocês estão deixando a desejar, hein?  Primeiro, desde sempre quem faz o famoso cortejo, ou dá a cantada, ou chega junto (sei lá, chamem como quiserem) é o HOMEM. Entenderam? O MACHO! Não a mulher! Acho um absurdo esses homens que sabem que a mulher está na deles e... e... não saem do lugar. Outro absurdo grotesco são as cantadas ridículas que somos obrigadas a ouvir quando eles resolvem se moverem.  Eu insisto em perguntar: Porque? Porque, Lord, que eles preferem as vadias? Simples, porque são mais fáceis e chegam aos 'finalmentes' (evitando linguagem chula) logo na primeira noite! Mas elas nunca serão uma boa companhia, nunca jogarão uma partida de Assassin's Creed com ele e...

Pequena Sonhadora (in memoriam).

Era uma vez uma menina que queria ser escritora. Ela era muito inteligente, adorava questionar tudo, era muito curiosa e adorava ler. Sempre que gostava muito de um assunto, pegava uma folha em branco, uma caneta colorida e escrevia (à sua maneira) sua opinião sobre aquilo. Seu desejo era mudar o mundo, ajudar às pessoas e ver todos felizes.  Foi para a escola e lá viu que os números não eram o seu forte. Ela realmente não entendia todos aqueles problemas de Álgebra e todos os por quês daquilo tudo, para ela os livros continham muito mais conhecimentos e vida do que continhas de multiplicação ou fração.  Ela tinha vontade de pegar todas as pessoas que moram nas ruas e levar para a sua casa, mas sabia muito bem que aquilo não era coerente nem poderia ser feito. Tinha vontade imensa de ensinar àquelas crianças de rua a ler e escrever, e mostrar-lhes como era belo o mundo de seus livros. Como era apaixonante ir à Europa Medieval com Dom Quixote e seu companheiro Sancho Panç...