"Em meio a tantas possibilidades de ficarmos juntos ou não; de o destino continuar deixando-nos separados; em meio a tantas demonstrações de carinho da sua parte para com ela... eu ainda passo minhas noites suspirando e pensando em como seria nós dois juntos. Quem sabe um dia, por descuido ou poesia, nossos caminhos se encontrem para valer... quem sabe um dia..."
Correria rotineira de uma sexta-feira a tarde numa rodoviária. Pessoas que chegam, outras que se vão. E eu estava indo de volta à minha tão amada e odiada Ibaté. Comprei a passagem, aguardei pelo ônibus, embarquei e viajei. Cheguei à rodoviária de São Carlos, encontrei com meu pai, fomos para minha cidade e, em poucos minutos, lá estava eu: de volta à pacata cidade onde nada acontece. Onde sinto que o tempo parou exatamente do jeito que deixei da última vez em que ali estive. Descrições à parte, estava eu no supermercado na fila do pão esperando a minha vez – pacientemente e vendo coisas da vida alheia nas redes sociais – quando ouço uma conversa mais ou menos assim:
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