Pular para o conteúdo principal

Inútil, a brincadeirinha agora está mais divertida do lado de cá! ;D

  Nos dávamos bem. Brigávamos sempre porque eu era trocada por uma rede social e seus milhares de amigos virtuais, mas nos dávamos bem. Pelo menos é isto que eu pensava. Até que em mais uma de nossas conversas no Messenger ele me surpreendeu de uma forma terrível.
 Meus planos para o nosso namoro não paravam de crescer. Mas naquela madrugada ele fez questão de abortá-los. Era mais uma madrugada fria, eu estava com muito sono e bastante cansada devido aos últimos semestres do colégio e do curso. Ia ter um show na cidade que ele mora para comemorar o aniversário municipal e, claro, eu o convidei para assistirmos ao show juntos.
 O frio na barriga começou no instante em que enviei a pergunta "Amor, podemos ir ao show juntos, né?". Minhas mãos suavam frio, meu coração acelerou e uma sensação gelada subiu da minha barriga até a garganta. Meu sexto sentido apurado me alertava "Prepare-se! Ele tem notícias ruins" e  acertou em cheio.
O inútil veio com um papinho estranho de que iria viajar no dia do show. Até aí tudo bem. Propus que nos encontrássemos quando ele voltasse, então...
Novamente as sensações ruins e o alarme do sexto sentido atacaram-me, só que dessa vez mais forte. Não passava, não diminuía e começou a me incomodar. E meu sexto sentido agora me alertava sobre uma grande mentira também. Algo que ele queria falar para se livrar de mim. Claro que como uma boa e idiota apaixonada preferi esperar a resposta dele.
 "É que, amor. Precisava mesmo falar disso com você mas não sabia como. Eu vou viajar e só volto em Janeiro do ano que vem ou talvez nem volte mais. Minha mãe quer se mudar para lá" aí fui tomada por uma grande surpresa. Um misto de emoções me dominou e eu comecei a chorar muito. Chorar e a soluçar. Não pela dor de possivelmente perder aquele inútil, mas pelo fato de que a cada palavra que ele digitava e me enviava eu tinha uma certeza: essa era a maior de todas as mentiras que ele estava me contando e com certeza, ele a estava contando para se livrar de mim.
 Depois de uma briga virtual terrivelmente demorada decidi ir dormir e ele disse que a história da viagem era apenas uma brincadeira. Ele alegou que estava falando aquilo só para ver a minha reação. Detector de mentiras disparou e até pifou naquela noite. Cara, hoje eu penso sobre esse dia: Porque em sã consciência, o seu namorado faria uma "brincadeirinha" dessas? Tava na cara que ele estava querendo se livrar de mim e seu plano "genial" foi estragado pelo meu drama exagerado.
 Dias se passaram e minha raiva foi crescendo. Dei lugar a uma nova pessoa: àquela que não queria mais ser enganada por inúteis como aquele. E tomei uma decisão. Iria ser difícil no começo, mas eu ia deixar a minha ruindade e o meu orgulho feminino cuidar do inútil agora. E, meninas, foi totalmente saudável essa prática!
Passei a ignorá-lo, não retornar ligações e não me esforçava mais para marcar nossos encontros. Não respondia nem dava sinal algum. Discutimos algumas vezes e eu me esgotei. Marquei um dia, um local e uma hora para colocarmos um ponto final naquela situação, que, a essa altura já estava para lá de ridícula.
 Como é de se esperar de um inútil, no dia marcado para acertarmos nosso fim ele inventou outra mentira e não apareceu. Disse que perdeu o ônibus, coitadinho. Bem no dia que marcamos para terminar ele perde o ônibus? Ah, que dó. Panaca! Fiquei muito mais furiosa ainda com as atitudes dele nas redes sociais, mandando indiretas para mim. Homens, sejam corajosos e falem a verdade doa a quem doer. E falem na nossa frente, por favor.
 Decidi fazer do jeito dele: já que ele não gostava de uma conversa séria ao estilo olho no olho, terminei com ele pelo Messenger. Infantil? Babaca? Ridículo? Talvez, mas continuar comendo na mão dele eu não admitia mais. Nosso fim foi curto, rápido e sem delongas. Dias depois foi o tal show na cidade dele e eu fui com o meu melhor amigo. Foi muito bom, precisava de um momento como aquele e nada como o seu melhor amigo para te alegrar.
 Consegui ser durona no pós-término? Nas redes sociais, sim. Mas a noite, quando ia dormir era a mesma ladainha de pensamentos e choros. Até que foi passando. Comecei a ver as atitudes do inútil no nosso relacionamento e percebi o quanto ele foi imbecil e babaca. E, claro, o quanto EU me deixei enganar por esse carinha. Hoje me recupero muito bem e certifiquei-me de cortar todos os contatos com ele: deletar número da agenda do telefone; excluir contatos em redes sociais e evitar pensar nele. Não foi fácil no começo, mas agora está bem mais tranquilo com a força que estou tendo.
Garanto que agora a brincadeirinha está bem mais divertida pra mim do que para ele. (I'm so bad)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um brinde à toda falta de homens!

  Esta não é uma crítica sobre a política do nosso País, ou sobre o sistema (falho) de educação, ou qualquer outra coisa. Também não é nenhum daqueles textos carregados de sentimentalismo e idealismo. Vim apenas expressar minha indignidade com o universo masculino. Poxa vida ala masculina, vocês estão deixando a desejar, hein?  Primeiro, desde sempre quem faz o famoso cortejo, ou dá a cantada, ou chega junto (sei lá, chamem como quiserem) é o HOMEM. Entenderam? O MACHO! Não a mulher! Acho um absurdo esses homens que sabem que a mulher está na deles e... e... não saem do lugar. Outro absurdo grotesco são as cantadas ridículas que somos obrigadas a ouvir quando eles resolvem se moverem.  Eu insisto em perguntar: Porque? Porque, Lord, que eles preferem as vadias? Simples, porque são mais fáceis e chegam aos 'finalmentes' (evitando linguagem chula) logo na primeira noite! Mas elas nunca serão uma boa companhia, nunca jogarão uma partida de Assassin's Creed com ele e...

Crônica de uma 'jornaleira': Afinal, quem sou eu na fila do pão?

Correria rotineira de uma sexta-feira a tarde numa rodoviária. Pessoas que chegam, outras que se vão. E eu estava indo de volta à minha tão amada e odiada Ibaté. Comprei a passagem, aguardei pelo ônibus, embarquei e viajei. Cheguei à rodoviária de São Carlos, encontrei com meu pai, fomos para minha cidade e, em poucos minutos, lá estava eu: de volta à pacata cidade onde nada acontece. Onde sinto que o tempo parou exatamente do jeito que deixei da última vez em que ali estive. Descrições à parte, estava eu no supermercado na fila do pão esperando a minha vez – pacientemente e vendo coisas da vida alheia nas redes sociais – quando ouço uma conversa mais ou menos assim:

Emanemo-nos amor!

 Dando uma pincelada rápida pelas milhares de matérias para a segunda fase, minha maior ênfase está sendo na área de humanas (que tem peso dois para mim). E o que mais tem me intrigado é a minha relação "amor e ódio" com a história.