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Ah, o amor...



 Eu gosto do branco e ele do preto; gosto do dia e ele da noite; sou amante dos livros e do Rock, ele pratica esportes e ouve pagode. Mesmo assim, decidimos ficar juntos e somos felizes.

 Tudo o que eu imaginava sobre o amor conjugal até conhecer meu atual namorado pode ser jogado fora e queimado (em nome de Jesus, amém! Rsrs). Toda a minha revolta contra os homens, enfim, passou. Afinal, como um moço de 19 anos espera quase um ano para namorar uma menina mimada e indecisa? E todos os dias, insistentemente, ele acredita nesse amor e nessa menina? Por quê? Para quê? Qual a finalidade? O  que ele ganhava com isso?
 Talvez essas sejam perguntas que eu jamais consiga responder, mas essa é a beleza do amor. É algo que eu vou passar a vida inteira escrevendo a respeito, lendo sobre e jamais chegar a um consenso único, porque é algo para se sentir e não para se entender.
 Hoje, finalmente, olho para trás e vejo todas aquelas escolhas erradas que fiz como simples escolhas erradas mesmo. Sem crise, sem drama e sem maiores problemas. Vejo também que tudo aquilo foi necessário para que pudesse crescer e me tornar (um pouco) normal emocional e sentimentalmente para ter uma relação saudável com a pessoa certa.
 E, voltando ao amor, que é leve quando verdadeiro e recíproco. Não exige muitas explicações, apenas cuidados essenciais diários e dedicação para que não murche como uma flor delicada esquecida ao sol.

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