"Corações têm chaves? Nunca imaginei esta ideia até o presente momento, mas começo a aceitá-la. Até porque, se a chave do príncipe-da-minha-vida não for compatível com a fechadura do meu coração de pedra, ele deixa de ser o príncipe e se torna sapo. Príncipes virando sapos, taí outra ideia que eu não entendia muito bem mas que começa a fazer sentido. Afinal, se as partes não se encaixarem perfeitamente para que os corações de ambos se abram de verdade e por amor, o que prevalecerá será somente prazer vazio e solidão. Então, sim. Corações têm chaves. A do meu ainda não encontrei...
Correria rotineira de uma sexta-feira a tarde numa rodoviária. Pessoas que chegam, outras que se vão. E eu estava indo de volta à minha tão amada e odiada Ibaté. Comprei a passagem, aguardei pelo ônibus, embarquei e viajei. Cheguei à rodoviária de São Carlos, encontrei com meu pai, fomos para minha cidade e, em poucos minutos, lá estava eu: de volta à pacata cidade onde nada acontece. Onde sinto que o tempo parou exatamente do jeito que deixei da última vez em que ali estive. Descrições à parte, estava eu no supermercado na fila do pão esperando a minha vez – pacientemente e vendo coisas da vida alheia nas redes sociais – quando ouço uma conversa mais ou menos assim:
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