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Os karmas de ser uma escritora sentimental.




 No dia dos namorados o meu presente foi um abraço doído de "foi bom enquanto durou". É, Ninna, a vida é assim! Só esqueceram de me informar que a frequência com que isso acontece sou eu quem determina e o meu coração sempre me pregará uma peça atrás da outra para que o fato seja corriqueiro em minha "nada mole vida".
 De crítica ferrenha da política brasileira, de olhares atentos aos políticos e à falta de coerência no nosso Senado; tenho me tornado mais uma escritora banal e sentimental da web que  publica seus desamores e suas súplicas mais intrínsecas em forma de poesias e cronicas ridículas! 
 Queria escrever textos inteligentes, bem dotados de saberes e palavras difíceis. Dissertações concisas, coerentes e de arrancar elogios dos doutores por aí. Queria e quero, mas vejo isso muito mais como um meio de esvaziar-me. Então, chego à conclusão que não tenho as qualidades nem o Q.I necessários para tal feito.
 Pois o coração domina a razão em certas épocas da vida e é por isso que escrever tem se tornado algo tão sentimental para mim. Estou ciente das consequências disso e já trato de evitar, mas as vezes parece inevitável deixar que ele (o coração) grite no papel. Só aqui ele encontra a liberdade necessária para falar tudo o que lhe prende, atormenta e amedronta. 
 Talvez este seja o meu karma, escrever por aí os desamores eternos de ser uma eterna ímpar. Porque o que não vai me faltar serão desamores, idas e vindas dessa vida que é tão curta e incerta. Dizem que minha forma de ver o mundo é tão diferente e isso me torna especial. Mas é ela mesma que me faz sofrer e atormenta minh'alma. Pois idealizar e acreditar que tudo pode mudar e que no fundo as pessoas são boas é o meu maior erro. E talvez, o que mais arranque lágrimas e suspiros em mim.
 Sei que sou nova e aprenderei muito com a vida ainda. Sei que tudo pode mudar e espero que mude mesmo, porque não sou nenhuma Gabriela para nascer e crescer assim, sem mudar. Afinal, todo ser humano está apto a mudanças porque é próprio de sua espécie mudar. A sociedade muda, o mundo muda e eu não ficarei de fora. Amadurecerei e verei o mundo menos colorido. Enquanto isso, ficarei escrevendo desabafos contínuos, dores metamorfoseadas em poemas e alegrias magicamente chamadas de poesia! Pois sou assim, simples até que alguém comece me entender.

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